Alfaia de 18″ vendida! Contato: gustavobnunes@gmail.com

Tudo começou em 08 de agosto de 2009, quando eu e um casal de amigos, esperávamos outra amiga na catraca do metrô Sumaré para irmos a um dado maracatu na região da Vila Madalena. Eu já tinha ouvido falar, porém, nunca tinha tido a oportunidade de conhecer.

Era um sábado de muito Sol e nossa desejada amiga não aparecia. Pois, só ela sabia onde ficava o tal do maracatu. Combinamos de nos encontrarmos às 14h. Mas, nada dela chegar.

Decidimos, eu e o casal de amigos, seguir uma garota que estava com um instrumento típico do maracatu, que vim saber depois que era um agbê (foto). Dobra uma esquina pra esquerda, outra pra direita, mais uma pra esquerda e pronto! Chegamos. Convenhamos, não era nada difícil chegar.

O grupo de maracatu já se perfilava na rua em frente a uma escola. A rua estava cheia de gente. Camisetas amarelas dominavam a paisagem. E a euforia já tomava conta do lugar antes mesmo de começarem a tocar.

Bastou um sopro no apito para o povo todo se calar. Silêncio. Espera. E o hiato que já consumia os espectadores, foi quebrado com as caixas de ataque chamando a atenção de todos.

Na primeira nota dos tambores, o estômago já anunciava aquele aspecto de vazio. De surpresa. E não era fome, ok? Era o tal do “frio no estômago”.

Seguimos rua abaixo. Sentido Vila Madalena mesmo. A multidão seguia o grupo com suas máquinas fotográficas em punho. Todos querendo “pegar” o melhor ângulo. A melhor expressão.

Durante o cortejo, quer dizer, o arrastão, comentei com o meu amigo: “Vou me envolver nisso aí!”. Ele deu de ombros…

No próximo 08 de agosto completarei dois anos de Grupo Maracatu Bloco de Pedra. São dois anos de sábados (e alguns domingo) dedicados a este grupo que me fascinou pela sua cultura, dedicação e propósito.

Por trás dele, há o Projeto Calo na Mão, projeto este que se responsabilizou em fomentar a cultura pernambucana, mais precisamente, a do maracatu de baque virado. Gênero genuinamente do Recife, PE.

Lá, aprendi a tocar nas oficinas abertas e nas aulas de introdução ao maracatu. Lá aprendi a construir o tambor de maracatu, nomeado Alfaia. Lá, aprendi muita coisa sobre convívio, respeito e paciência. E continuo aprendendo. Lá, conheci ótimos seres humanos.

Ah! Lembram da minha amiga que esperávamos na catraca do metrô? Então, ela só chegou no final do arrastão.

No próximo domingo, 24 de julho de 2011, o Grupo Maracatu Bloco de Pedra vai se apresentar no município de Embu das Arte, São Paulo.

A apresentação será em conjunto com a Nação Kambinda, de Raquel Trindade, filha de Solano Trindade.

Solano Trindade foi um poeta brasileiro, folclorista, pintor, ator, teatrólogo e cineasta. Nasceu em Recife, Pernambuco, em 24 de julho de 1908 e morreu em 19 de fevereiro de 1974, aos 66 anos.

O encontro marca a data simbólica de aniversário de Solano, que se estivesse vivo, faria 103 anos.

Serviço:

Teatro Popular Solano Trindade
Largo dos Jesuítas, 99 | Centro | Embu das Artes
A partir das 13h

Mais informações em:

www.blocodepedra.com.br

Alfaia 20” com aros em Pinho e pintura acrílica | contato: gustavobnunes@gmail.com

Olá pessoal,

neste fim de semana (16 e 17 de abril) teremos mais uma edição da Virada Cultural na capital paulista.

E a cultura pernambucana começa a ganhar força no evento com o Circular do Maracatu. Serão 24h de maracatu de baque-virado com diversos grupos da pauliceia, litoral e da presença mais que especial da Nação Estrela Brilhante de Igarassu de Recife, Pernambuco (foto).

Acesse o site: www.maracatu.org.br/virada_cultural e saiba quais grupos irão participar, seus horários de apresentação e locais.

Axé!

Por Virginia Barbosa

Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco

O caboclo de lança é personagem do Maracatu Rural ou de Baque Solto – também conhecido como Maracatu de Orquestra. A origem desse maracatu ainda não está totalmente desvendada. Uma parte dos pesquisadores é unânime em admitir a mistura das culturas afro-indígenas; outra, como resultado de manifestações populares – cambinadas, bumba-meu-boi, cavalo-marinho, coroação dos reis negros, caboclinhos, folia de Reis – existentes no interior de Pernambuco. É formado por personagens “sujos” – Mateus, Catirina, burrinha, babau, caçador –, um baianal, damas de buquê, dama do paço, calungas, caboclos de penas e de lança, e orquestra (caixa, surdo, gongué, cuíca ou porca, trombone e piston).

Até a década de 1920, os caboclos de lança, na sua maioria trabalhadores das lavouras de cana de açúcar, não despertavam tanto interesse nem fascinavam as pessoas, pois viviam e desfilavam nas cidades interioranas de Pernambuco. Na década de 1930, a decadência dos engenhos bangüês, o crescimento da indústria e a modernização da economia, resultante da Revolução de 1930, acentuaram o deslocamento do povo do campo para as cidades e o litoral. Com aquele povo, chegaram ao Recife as ricas tradições da Zona da Mata canavieira, inclusive e especialmente no carnaval, o maracatu rural e seus personagens.

O ritual que antecede a apresentação do caboclo de lança, quer no interior quer na cidade, envolve cerimônias que acontecem em terreiros, como a benção das lanças e da flor que carregam na boca, a consagração da Calunga (boneca representando a divindade, levada pela baiana), e a abstinência sexual dos homens, que começa alguns dias antes do carnaval. Bonald Neto (1991, p. 284) transcreve informações retiradas da entrevista realizada por Evandro Rabello com o caboclo de lança, Severino Ramos da Silva, de Goiana, que explica:

[...] os caboclos saem protegidos tanto pela “guiada” (a longa lança de madeira) [...] como pelo “calço” espiritual [...]. É o ritual da purificação [...] que apóia o caboclo disposto a sair num Carnaval. [...]

Por isso, antes de sair já na 6ª feira, começa a abstinência que faz o Caboclo, até a 4ª feira de Cinzas, não mais procurar mulher, nem tomar banho ”para não abrir o corpo”, obrigando-o a dormir mesmo sujo como veio da rua.

Na hora que vão sair no primeiro dia todos vão para a “mesa”. O Mestre faz um preparo que se bebe com uma flor dentro do copo e mais três pingos de vela santa.

Aí então o Mestre autoriza a saída do caboclo. Muitos saem com um cravo branco ou rosa na boca ou no chapéu para “defesa”, para fechar o corpo [...].

[...] a “rua” é sempre o exterior perigoso e repleto de riscos ocultos. Quem anda pelo “meio da rua” precisa estar “preparado” e protegido de todo o mal. Por isso os caboclos  tomam o “azougue”  [violento coquetel de pólvora, azeite e aguardente], preparado pelo Mestre. [...]

Ao voltarem, na quarta-feira, vão logo à Igreja tomar Cinzas e “se despedirem” de alguma coisa errada feita no Carnaval.

A roupa do caboclo de lança é um destaque. Ela é composta de:

  • chapéu – antigamente, os caboclos traziam o ‘funil’  de papelão decorado. Atualmente, utilizam chapéu de palha ornado de fitas multicoloridas de papel celofane, onde predomina a cor do “guia” (amarelo: Oxum; azul: Iansã; vermelho: Xangô)
  • lenço – colorido, amarrado na cabeça e, costurado nele, o chapéu de palha;
  • rosto –  a face é pintada com tinta vermelha, geralmente urucum.
  • gola – há registro de que, na década de 1920, as golas eram aparato secundário, curtas,  enfeitadas com areia prateada, pedaços de vidro e, por isso, pesavam muito. Na década de 1960, com a chegada da lantejoula, bem mais leve e barata, as golas cobriram o peito, os ombros e as costas e desceram até as nádegas, por cima do surrão. Feita de algodão ou veludo colorido, é forrada de chita ou popeline e bordada com lantejoulas e miçangas; na borda, coloca-se uma franja feita de lã. A gola é o destaque maior da fantasia. Inclusive, a sua confecção sempre foi feita pelos homens que compõem o maracatu rural, embora, atualmente, já tenha mulher bordando gola. É o caso de Lúcia da Silva, esposa do caboclo Zé do Carro, do Maracatu Cambinda Brasileira, que furou o bloqueio e impôs seu trabalho;
  • camisa – de mangas compridas, estampada com cores vivas;
  • ceroulão – calça de chitão;
  • fofa – calça frouxa com franja, usada por cima do ceroulão; segundo Bonald Neto (1991, p. 288), fofa era o nome das meias: “[...] as calças de chita, com elásticos nas pernas, fazendo perneiras que entram pelas meias listradas, a que chamam a ‘fofa’, espécie de meião de goleiro [...];
  • meião – usado para não ralar os joelhos quando executam as “caídas”, ajoelhando-se ou deitando-se;
  • surrão – “a armação dos chocalhos, geralmente de madeira e coberto de pele de carneiro, fortemente seguros por alças de couro pelos ombros e pela cintura” que pesa até 15 k. Atualmente, a armação é coberta de lã de cor viva e possui uma bolsa confeccionada de pelúcia sintética, imitando o couro de carneiro; o surrão abriga, na altura das nádegas, um número variável, sempre ímpar, de chocalhos, para não trazer azar;
  • sapatos – tênis brancos macios para aguentar a caminhada durante os três dias de carnaval;
  • lança – a “guiada” tem dois metros, é feita de madeira imbiriba ou de quiri, cortada por eles mesmos na mata, assada e enterrada na lama por quatro a cinco dias para endurecer; depois é descascada e afilada na ponta de quatro quinas, antes de ser toda enfeitada por dezenas de metros de fitas coloridas, com  cerca de 60 centímetros; depois, são levadas a um terreiro de umbanda para serem ‘calçadas’ (consagradas, batizadas com rezas e defumadores);
  • óculos escuros e cravo branco na boca.

Um espetáculo à parte é a dança dos caboclos de lança quando de sua apresentação: a coreografia tem um ritual frenético, eles correm de um lado para o outro, agitam suas lanças e executam manobras chamadas de ‘caídas’.

Chegam curvando-se, erguendo-se e pulando o mais alto possível (GUERRA PEIXE apud SOUTO MAIOR (1991, p. 286)).

A lança, segura com as duas mãos, ‘brinca’ para o alto, para baixo e para os lados, afastando as multidões, enquanto o caboclo vem correndo, saltando e dançando… a cabeleira de tiras de celofane ou papel crepon multicolorida se abaixa e se levanta (REAL apud SOUTO MAIOR (1991, p. 286)).

Símbolos do carnaval de Pernambuco, os caboclos de lança podem ser encontrados no período momesco nas seguintes cidades: Igarassu, Nazaré da Mata, Buenos Aires, Tracunhaém, Carpina, Chã de Alegria, Lagoa de Itaenga, Feira Nova, Araçoiaba, Paudalho, Camaragibe e São Lourenço da Mata.

Dessas cidades, Nazaré da Mata, a sessenta e cinco quilômetros do Recife, é a que concentra cerca de vinte grupos de maracatu rural. Entre eles, o mais antigo é o Cambinda Brasileira, fundado em 1918 no Engenho Cumbe. O Leão Formoso é o segundo mais antigo (1980). Na década de 1990 foram criados: Águia Misteriosa, Leão Misterioso, Leão de Ouro, Cambinda Nova, Leão da Selva e Leão Africano. Em 2009, surgiu na cidade o Coração Nazareno, o primeiro maracatu rural do País formado só de mulheres.

Nazaré é considerada a Cidade dos Maracatus e, por isso, o governo do estado investiu na construção de uma peça temática, batizada de Parque dos Lanceiros, localizada logo na entrada da cidade. São esculturas de concreto do artista plástico recifense Cavani Rosas, com 3 metros de altura que reproduz os caboclos de lança nas posições clássicas de sua apresentação.

O Maracatu Baque Alagoano promove, neste sábado, 2 de abril, uma oficina para a formação de novos integrantes, no Museu Theo Brandão.

A atividade acontece nos horários das 8h às 12h e das 14h às 18h. A inscrição custa R$ 20,00 e mais um quilo de alimento não-perecível.

Nos dias 9, 16 e 30 de abril, a atividade acontecerá na Praça Marcílio Dias, no Jaraguá, das 14h às 18h. As vagas são limitadas.

Mais informações: (82) 9997-4515 / 8844-1340.

Serviço:

Sesc Pompeia

Dias 16 e 17 de abril

Sábado às 19h30 e Domingo às 16h

Livre para todos os públicos.

Grátis.

Saiba mais em: http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=192036

Um pouco sobre a Estrela Brilhante de Igarassu

O Maracatu Estrela Brilhante de Igarassú, fundado em 1824, é uma das agremiações mais antigas do Brasil e considerado o maracatu de baque virado mais tradicional de Pernambuco.

Ele teria surgido na Ilha de Itamaracá, onde aparece registrado pelo inglês Henry Koster, no início do Século XIX, durante uma cerimônia de coroação do Rei do Congo com a presença do vigário da paróquia. Os escritos do inglês foram confirmados segundo relatos da Rainha Mariú, na verdade Maria Sérgia de Santana, a matriarca do Maracatu, falecida em outubro de 2003 aos 104 anos.

O pai de Dona Mariú, João Francisco da Silva, passou o folguedo para o marido da filha, Manoel Próspero de Santana, conhecido como “Seu Neusa”, que passou a ser o Rei do Maracatu e Mestre do Batuque da Nação. Com o marido, Dona Mariú foi morar no Alto do Rosário, hoje Sítio Histórico de Igarassú, onde está a sede do Estrela Brilhante. Em Igarassú, “Seu Neusa” e Dona Mariú tiveram 19 filhos, dos quais nove criados dentro da brincadeira.

Com a morte de “Seu Neusa”, na década de 80, e a impossibilidade de se locomover de Dona Mariú, o Maracatu ficou desativado por um período. Ele foi retomado em 1994 e hoje a grande referência desta cultura popular se encontra na figura da filha do casal, Dona Olga, responsável por cantar as toadas herdadas de seus pais.

O Maracatu Estrela Brilhante de Igarassú recebe este reconhecimento pelo seus mais de 185 anos de dedicação à resguardar o Maracatu de Baque Virado em sua forma original, feito no tempo dos escravos.

Lúcia Gaspar
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco
pesquisaescolar@fundaj.gov.br

Manoel Salustiano Soares, conhecido como Mestre Salustiano ou Mestre Salu nasceu em Aliança, zona da mata norte de Pernambuco, no dia 12 de novembro de 1945.

Seu pai, João Salustiano, era um tocador de rabeca e foi quem o ensinou a fazer e a usar o instrumento. Mestre Salu usa praíba, imburana, pinho, mulungu e cardeiro para fazer suas rabecas, pois segundo ele são as melhores madeiras para produzir o som.

Durante a infância participou de brincadeiras e folguedos populares existentes nos engenhos de Aliança. Sua grande paixão é o cavalo-marinho, que apesar de utilizar alguns personagens, músicas e coreografias comuns aobumba-meu-boi, tem características próprias.

Foi um dos maiores dançadores de cavalo-marinho da região, interpretando diversos personagens: arrelequim, dama, galante, contador de toada, Mateus (durante nove anos), recebendo por isso o título de mestre. É considerado um dos grandes nomes do maracatu em Pernambuco, uma das maiores autoridades em cultura popular no Estado e o precursor ou “patrono espritual” do manguebeat.

Fundou o Maracatu Piaba de Ouro, em 1997, tendo participado com o grupo do festival de Cultura Caribeña, em Cuba. É o comandante do cavalo-marinho Boi Matuto, que criou em 1968, e do Mamulengo Alegre.

Mestre Salustiano também é um artesão. Além das rabecas é ele quem confecciona os bichos do bumba-meu-boi, cavalo, boi, burra; as máscaras do cavalo-marinho, feitas de couro de bode ou de boi e os mamulengos de mulungu.

É um dos grandes responsáveis pela preservação da ciranda, do pastoril, do coco, do maracatu, do caboclinho, do mamulengo, do forró, do improviso da viola e de outros folguedos populares do folclore nordestino.

Atualmente na Casa da Rabeca do Brasil, situada na Cidade Tabajara, em Olinda, espaço inaugurado recentemente pela família para apresentações de danças, oficinas, encontros de maracatus rurais e cavalo-marinho, além de shows de música regional, acontecem eventos o ano inteiro. Anteriormente, as apresentações eram organizadas por ele no Iluminara Zumbi,arena idealizada por Ariano Suassuna, durante sua gestão como secretário de cultura.

O espaço possui um grande terreiro para as diversas apresentações, bar, salão de danças e uma loja, onde são comercializados produtos de confecção própria, como rabecas, alfaias, pandeiro, mamulengos, além de peças doartesanato de barro de Caruaru.

Na época do carnaval, a Casa recebe caboclinhos, bois, burras, troças, ursos, além do seu maracatu Piaba de Ouro. No Natal, é palco para pastoril, ciranda, cavalo-marinho, entre os quais o Boi Matuto, com a participação de 76 figurantes e 18 pessoas brincando.

Foi agraciado com o título de doutor honoris causa pela Universidade Federal de Pernambuco, em 1965, e já percorreu com a sua arte a maioria dos estados brasileiros e países como a Bolívia, Cuba, França e Estados Unidos.

Recebeu ainda, em 1990, o título de “reconhecido saber” concedido pelo Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco e o de comendador da Ordem do Mérito Cultural, em 2001, pelo então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso.

Tem quatro CDs gravados: Sonho da Rabeca, As três gerações, Cavalo-marinho, Mestre Salu e a sua rabeca encantada.

Mistura de músico, produtor, artesão e professor, Mestre Salu segue fazendo turnês nacionais e internacionais, tocando sua rabeca e mostrando sua peculiar fusão de ritmos do folclore nordestino.

Indicado pela Prefeitura de Olinda, foi escolhido pelo Governo do Estado, através da Lei  nº 12.196 de 2 de maio de 2002, como Patrimônio Vivo de Pernambuco.

Mestre Salustiano faleceu aos 62 anos, na cidade do Recife, no dia 31 de agosto de 2008.

FONTES CONSULTADAS:

AMORIM Maria Alice. Salu, um mestre de folguedos. Continente Documento, Recife, ano 4, n.43, p.39-43, mar. 2006.

ASSUMPÇÃO, Michelle. Símbolo da cultura popular, ás da rabeca.  Diário de Pernambuco, Recife, 31 jan. 2006. Caderno Especial.

BIOGRAFIA:

Mestre Salustiano. Disponível em: <http://www.pe-az.com.br/biografias/mestre_salustiano.htm> Acesso em: 18 maio 2006.

BITTENCOURT, Bruno; BARBOSA, Marco Antonio.  Mestre Salustiano festeja 50 anos de carreira. Disponível em: <http://cliquemusic.uol.com.br/br/Acontecendo/Acontecendo.asp?Nu_materia=4078> Acesso em: 10 maio 2006

MESTRE Salustiano. Disponível em: <http://www.municipios.pe.gov.br/municipio/Mestre_Salustiano.asp> Acesso em: 18 maio 2006.

MESTRE Salustiano ganha homenagem em livro. Disponível em: <http://trombeta.cafemusic.com.br/trombeta.cfm?CodigoMateria=884> Acesso em: 19 maio 2006.

COMO CITAR ESTE TEXTO:

Fonte: GASPAR, Lúcia. Mestre Salustiano. Pesquisa Escolar On-Line, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://www.fundaj.gov.br>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

por Isadora – Surface to Air

foto: Diego Ciarlariello

Você é da Bahia, cresceu no Recife, depois veio para São Paulo. Porque você resolveu vir?
Zé Celso me convidou para integrar a Cia Uzina Uzona, que é o Teatro Oficina. Vim fazer Os Sertões. Já tinha feito As Bacantes, em 2001 e A Terra em 2002. O primeiro convite aconteceu em 1997, em Recife, na Soparia, depois de um show da Comadre Fulozinha.
Eles estavam lá para o Festival de Teatro e foram assistir nosso show depois de uma peça. Zé falou que a gente era as Bacantes e “as pastoras que comeram o velho”…rs!
Eu não sabia quem eram as bacantes. Depois fiquei sabendo bem muito.

Você é cantora, compositora, percussionista, atriz e ainda desenha. Tem alguma coisa que você ainda queira fazer que não tenha tentado?
Eu queria saber tocar piano, surfar, andar de skate, dirigir e falar muitas línguas
Eu canto, toco, desenho, escrevo…mas é tudo parte de uma coisa só, que eu fico querendo dizer, às vezes de um jeito, às vezes de outro.

Tem disco novo por aí?

Tô mostrando as músicas para banda e a gente tá começando a levantar os arranjos juntos. Nesse começo trabalhamos eu, Bruno Buarque, Mau e Dustan.

Fala um pouco do seu trabalho com a Amapô.
Tem uma amiga minha Odara que falou uma vez de uma amiga dela que desenhava uns maiôs incríveis, era Carô, da Amapô. Um tempo depois outra amiga minha, Isadora, falou que tinham duas meninas da Amapô que faziam roupas incríveis e que ia ser massa elas fazerem meu figurino.
Adorei ter ouvido de novo sobre elas e por outra amiga massa. E aí elas (Carô e Pitty) fazem umas coisas bem bonitas, que uso nos shows.

E o carnaval, vai ser aonde? diz aí um roteiro bom para o carnaval de Recife, blocos legais e shows.
Recife e Olinda. Para mim é sagrado, é uma das melhores coisas dessa vida. Tem que pegar uma programação oficial da prefeitura e ir atrás dos nomes dos blocos, ou dos shows. Ficar de bobeira na rua pegando o bloco que pasar também é bom.
Alguns maravilhosos são A Ceroula, O Elefante, o Segurucu, A Pitombeira, Flor da Lira, o maracatu Estrela Brilhante do Recife, o maracatu Piaba de Ouro, o Homem da Meia Noite, Mulher na Vara, Boi da Gurita Seca, Bacalhau do Batata…e os palcos espalhados pela cidade com zilhões de shows a noite inteira.